sexta-feira, 23 de maio de 2014

Não hipocrisia

A gente escolhe viver de uma forma e gosta de sair anunciando por aí nossas opções de vida.
Eu sou o tipo de pessoa que adora filosofar sobre a vida, questionando, pensando e repensando sobre quem e o que eu sou e o que e como eu faço.
E eu faço meus discursos de liberdade. Discursos malucos que resultam em mais auto-reflexão.
Meus discursos mudam com frequência, porque estou sempre me deparando com situações novas que fazer ver as coisas por outro ângulo. Não me envergonho de mudar meu discurso, acho natural e saudável.
Eu busco sempre falar e viver de acordo com os meus limites. Eu sei até que ponto eu posso ir e quando devo recuar.
Experimentei ir um pouco além e quebrei um pouco a cara.
Mas, sei lá, acho que consegui manter meu discurso condizente com a minha prática. Coisa que eu não vejo em algumas pessoas.
Tarefa difícil essa de exercitar a não hipocrisia. Não digo que executo com perfeição, já que vivo questionando e mudando. Mas fico feliz em ser uma das pessoas que tenta não ser muito hipócrita.
E fico triste pelas que discursam demais, refletem pouco sobre a própria vida e acabam falando muito e fazendo pouco.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Foi e vai indo

Meu conflito interno parece estar cada dia mais morto.
Lembrei dele hoje. Doeu um pouquinho. Bem pouquinho e a dor foi distante.
Tenho batido de frente com o problema constantemente. Vivo oscilando entre indiferença e raiva.
O bom é que ando tendendo mais pro lado da indiferença ultimamente.
A raiva, vez ou outra, me cutuca
Porque foi e eu digo que foi.
Eu lembro que foi.
Porque doeu e doeu pra caralho. Por muito tempo.
E eu me apeguei tanto a isso.
Porque eu queria. E passei muito tempo querendo.
Porque eu consegui e achei interessante.
E aí... bem. Aí começou a morrer.
Dolorosamente.
Embora o apego à essa vida seja intenso, eu acho que prefiro desligar os aparelhos mesmo.
Já venho desligando um por um há alguns dias, para falar a real.
Quero que essa parte de mim morra. E se enterre. E lá permaneça.

Passei muito tempo da minha vida preocupada, achando que eu já não era capaz de sentir um amor novo. Senti. Não foi massa. Acho que aguento uns tempos sem novos amores.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

o que ficou

é um restinho de dor no fundo do copo 
que me encara 
e eu viro logo essa sobra, pra ver se acaba
é o diabo de um sorriso que tá distante
é o contraste de uma cor de cabelo com uma cor de uma pele
é a lembrança do que poderia ter sido 
e a lembrança do que nunca foi
nunca será
é uma inveja que destrói 
e só me destrói 
é a falta de força pra fugir 
é a tortura de encarar de frente 
eu tapo esse sol com uma peneira
e essa tarefe é inútil e dolorosa
é a imagem mental
que não vive mais só na minha cabeça
é minha reação desajeitada 
uma gagueira e um constrangimento
é isso aí que ficou pro meu lado
isso e a culpa no cartório
que vai me atormentar 
até que o isso vire o nada 

quando a gente se arrisca numa coisa assustadora e caí de cara no chão, resta alguma coragem pra enfrentar um medo de novo? Porque meio que parece que minha coragem morreu.