Essa é a afirmação principal da reflexão maluca que eu pretendo fazer aqui hoje: não gosto de silêncio.
Agora, os motivos por trás desse não gostar é o que eu quero desvendar.
Estava eu aqui em casa, deitada no sofá, jogando joguinho no celular com o volume alto, com a tv ligada e o computador tocando umas musiquinhas e eu estava me sentindo muito confortável. Foi aí que pensei "mas que maluquice! esse barulho todo e você se sentindo tranquila aí". Acontece que no meio dessa barulheira eu esvazio um pouco a minha cabeça. Não sei exatamente se esvaziar é a palavra correta. Acho que está mais para: no meio dessa barulheira toda, tenho mini pensamentos sobre tudo e sobre nada e não me aprofundo em nenhum deles.
Gosto disso pois quando eu me encontro num silêncio total, os pensamentos começam a se aprofundar e a me incomodar. E geralmente não são pensamentos muito positivos, fato que me deixa meio chateada com a vida.
O silêncio parece comentar meus pensamentos como alguém que quer estimular uma sensação de solidão. Às vezes eu encaro essas conversas com o silêncio, às vezes eu dispenso.
Quando eu ligo muitos aparelhos eletrônicos não dá pra ter esses pensamentos e diálogos solitários com o silêncio. Aí eu consigo descansar minha cabeça um pouquinho.
Acho importante dizer que eu gosto muito de pensamentos profundos, mas de preferência em pequenas doses, pois assim eles não me deprimem tanto.
E também gosto mais de pensamentos profundos debatidos com outros, os solitários é que geram chateação. Consigo conversar sobre as questões complexas da vida, do universo e tudo mais com alguém por horas sem me sentir nem um pouquinho triste.
A questão final é: cada um cuida da sua saúde mental/emocional do jeito que acha melhor. Eu gosto de pensar pensamentos profundos, mas em alguns momentos PRECISO não pensar em nada.
Ou, no mínimo, pensar fragmentos de pensamentos que passam velozes enquanto uma música toca e um jogo de futebol é narrado muito longe daqui.
E esse foi mais um exercício de exteriorização de maluquice.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
Sinceridade brutal
Uau! Que dias bons! Teve feriado, gosto disso. Consegui descansar o corpo (dormi MUITAS horas) mas minha cabeça continua aqui exausta em movimento pensando mil pensamentos que eu nem queria pensar, eu acho.
Eu ia escrever sobre festa, já que sexta, depois de muito tempo de abstinência, fui pra festa e não quis ir embora cedo. Mas aí a onda desse pensamento já passou e vou falar de outra coisa.
O assunto que anda pulando inquieto no meu cérebro nesse belo domingo ensolarado é: sinceridade.
Na real, é a falta de sinceridade do ser humano que anda me encucando.
Ontem tava conversando com um amigo meu sobre a forma como as pessoas se expressam (não estava conversando de uma forma muito clara pois havia espumante envolvido, aí lembro do conteúdo mas não da forma como as coisas foram ditas) e como eu gostaria que os seres humanos se colocassem com mais clareza, sem indiretas, enigmas e coisas sujeitas à interpretação alheia.
O ponto é: eu não confio na minha interpretação das pessoas. Por isso eu gostaria que elas fossem um pouco mais diretas comigo. O fato de eu não confiar na leitura que eu faço das pessoas me faz gastar horas pensando sobre as relações humanas e minha vida ia ser muito mais simples se eu não tivesse que interpretar os outros (minha grande dúvida é se eu vou gostar de uma vida mais simples, mas isso é assunto pra outra hora).
Aí eis a questão: e eu? Eu me expresso com clareza? Pois é, não. Tenho uma dificuldade imensa em ser o que eu vou chamar aqui de "brutalmente sincera".
Acontece que eu gosto muito de falar a verdade pras pessoas e evitar mentir e enganar, é tipo uma filosofia de vida. Mas acontece também que eu dou uma maquiada e uma enfeitada nas verdades que coloco no mundo para que elas pareçam mais agradáveis. E também porque eu acho que se eu for brutalmente sincera as pessoas vão achar que eu sou louca e por algum motivo isso me afeta pra caralho.
Maquiar minha sinceridade com belas palavras é uma merda, pois, já que não estou sendo clara e direta, também estou deixando que os outros interpretem do jeito que quiserem o que eu estou dizendo (eu sei que não tem jeito, as pessoas vão interpretar de acordo com a sua subjetividade, mas acredito que existem mensagens que queremos transmitir e acabamos falando outra coisa por medo de falar diretamente). E já que eu me irrito com a falta de clareza através da qual os outros se comunicam comigo, eu deveria começar a trabalhar isso em mim e passar a exercitar minha sinceridade brutal.
Estou escrevendo isso pois estou disposta a tentar ser mais direta com o universo a partir de agora. Acho que vai ser difícil e sofrido, mas se eu estou surtando com a forma como as coisas estão, não custa nada mudar e ver se eu surto um pouco menos.
Então se você convive comigo e sente que eu estou maquiando minhas palavras pergunte se eu não quero usar minha sinceridade brutal.
Se você não convive comigo e eu for brutalmente sincera com você, não vai ser nada pessoal, é um exercício que eu vou tentar fazer e tudo mais.
Acho que já consegui tirar um pouco dos pensamentos incômodos da minha cabeça. E vale a pena lembrar que muitas vezes o "brutalmente sincera" vai vir acompanhado de algumas latas de cerveja no meu organismo (no máximo umas três, só pra dar um gás). O próximo objetivo de vida é conseguir exercitar isso sem a necessidade da cerveja.
Por agora, é isso.
Boa sorte para todas as pessoas.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Justificativa
É o seguinte: hoje acordei com uma puta dor de cabeça e já entediada. Existe algo importante a se saber sobre mim: quando estou entediada, penso muito. Quando penso muito, surto e acho o mundo um lugar horrível para se viver. Isso acontecia pouco há um tempo atrás, mas ultimamente está tão frequente que começou a afetar a minha vida e as minhas relações com as pessoas com quem eu me importo.
Sendo assim, falei com a minha terapeuta (que sou eu mesma, um pouco menos surtada, que tenta procurar soluções para as caraminholas da cabeça com uma frequência absurda) e ela, como sempre, disse que eu devo escrever sobre isso. Ela ficou me lembrando que quando eu tinha, sei lá, uns 17 anos, eu costumava escrever uma espécie de diário todo dia e não tinha vergonha de mostrar isso pra ninguém. Hoje, com 25, eu escrevo pouco e morro de vergonha das pessoas. Tenho vergonha de ser taxada de ridícula, depressiva, desocupada... E é por isso que ela, que no caso sou eu mesma mais centrada, mandou que eu voltasse a escrever muito.
Parte importante disso também é mostrar para todo mundo que quiser ler, pra perder a vergonha e o medo da opinião alheia. Ando sentindo que esse medo dos outros está me paralisando em alguns aspectos da minha existência e quero me livrar disso.
Por isso, vou pegar esse meu novo blog (perdi a senha do velho, da minha adolescência, que é bem engraçadinho de se ler hoje em dia) e transformar ele num diário maluco. Vou tentar escrever muitas vezes por semana, sobre meu dia, sobre meus surtos, meu trabalho, minhas novidades e vou expor "nas tora". Quem quiser ler que leia, quem achar ruim é só não ler (ninguém é obrigado).
Espero que isso dê certo e me ajude de alguma forma a me tornar uma pessoa menos maluca. Espero que pelo menos me ajude a me sentir menos maluca. Ou que talvez, me ajude a aceitar minha maluquice. Sei lá.
Ah! Vou escrever bonitinho de vez em quando e em outros momentos vou escrever correndo e assassinando a gramática de todas as formas possíveis. Não reparem, é pra ser mais uma coisa desabafada, falada, do que poética. Mas é importante deixar claro que também tenho surtos poéticos e acho que sou uma espécie de escritora brilhante não compreendida.
Ai vou mudar o visual desse espaço virtual, acrescentar umas coisinhas de blogueira adolescente pra lembrar do passado em que eu gostava de escrever e tudo mais.
Por enquanto é isso.
Espero que quem venha ler isso aqui ache, no mínimo, engraçado (até ridículo, se quiser).
Boa sorte pra nóis.
Sendo assim, falei com a minha terapeuta (que sou eu mesma, um pouco menos surtada, que tenta procurar soluções para as caraminholas da cabeça com uma frequência absurda) e ela, como sempre, disse que eu devo escrever sobre isso. Ela ficou me lembrando que quando eu tinha, sei lá, uns 17 anos, eu costumava escrever uma espécie de diário todo dia e não tinha vergonha de mostrar isso pra ninguém. Hoje, com 25, eu escrevo pouco e morro de vergonha das pessoas. Tenho vergonha de ser taxada de ridícula, depressiva, desocupada... E é por isso que ela, que no caso sou eu mesma mais centrada, mandou que eu voltasse a escrever muito.
Parte importante disso também é mostrar para todo mundo que quiser ler, pra perder a vergonha e o medo da opinião alheia. Ando sentindo que esse medo dos outros está me paralisando em alguns aspectos da minha existência e quero me livrar disso.
Por isso, vou pegar esse meu novo blog (perdi a senha do velho, da minha adolescência, que é bem engraçadinho de se ler hoje em dia) e transformar ele num diário maluco. Vou tentar escrever muitas vezes por semana, sobre meu dia, sobre meus surtos, meu trabalho, minhas novidades e vou expor "nas tora". Quem quiser ler que leia, quem achar ruim é só não ler (ninguém é obrigado).
Espero que isso dê certo e me ajude de alguma forma a me tornar uma pessoa menos maluca. Espero que pelo menos me ajude a me sentir menos maluca. Ou que talvez, me ajude a aceitar minha maluquice. Sei lá.
Ah! Vou escrever bonitinho de vez em quando e em outros momentos vou escrever correndo e assassinando a gramática de todas as formas possíveis. Não reparem, é pra ser mais uma coisa desabafada, falada, do que poética. Mas é importante deixar claro que também tenho surtos poéticos e acho que sou uma espécie de escritora brilhante não compreendida.
Ai vou mudar o visual desse espaço virtual, acrescentar umas coisinhas de blogueira adolescente pra lembrar do passado em que eu gostava de escrever e tudo mais.
Por enquanto é isso.
Espero que quem venha ler isso aqui ache, no mínimo, engraçado (até ridículo, se quiser).
Boa sorte pra nóis.
Assinar:
Postagens (Atom)