É o seguinte: hoje acordei com uma puta dor de cabeça e já entediada. Existe algo importante a se saber sobre mim: quando estou entediada, penso muito. Quando penso muito, surto e acho o mundo um lugar horrível para se viver. Isso acontecia pouco há um tempo atrás, mas ultimamente está tão frequente que começou a afetar a minha vida e as minhas relações com as pessoas com quem eu me importo.
Sendo assim, falei com a minha terapeuta (que sou eu mesma, um pouco menos surtada, que tenta procurar soluções para as caraminholas da cabeça com uma frequência absurda) e ela, como sempre, disse que eu devo escrever sobre isso. Ela ficou me lembrando que quando eu tinha, sei lá, uns 17 anos, eu costumava escrever uma espécie de diário todo dia e não tinha vergonha de mostrar isso pra ninguém. Hoje, com 25, eu escrevo pouco e morro de vergonha das pessoas. Tenho vergonha de ser taxada de ridícula, depressiva, desocupada... E é por isso que ela, que no caso sou eu mesma mais centrada, mandou que eu voltasse a escrever muito.
Parte importante disso também é mostrar para todo mundo que quiser ler, pra perder a vergonha e o medo da opinião alheia. Ando sentindo que esse medo dos outros está me paralisando em alguns aspectos da minha existência e quero me livrar disso.
Por isso, vou pegar esse meu novo blog (perdi a senha do velho, da minha adolescência, que é bem engraçadinho de se ler hoje em dia) e transformar ele num diário maluco. Vou tentar escrever muitas vezes por semana, sobre meu dia, sobre meus surtos, meu trabalho, minhas novidades e vou expor "nas tora". Quem quiser ler que leia, quem achar ruim é só não ler (ninguém é obrigado).
Espero que isso dê certo e me ajude de alguma forma a me tornar uma pessoa menos maluca. Espero que pelo menos me ajude a me sentir menos maluca. Ou que talvez, me ajude a aceitar minha maluquice. Sei lá.
Ah! Vou escrever bonitinho de vez em quando e em outros momentos vou escrever correndo e assassinando a gramática de todas as formas possíveis. Não reparem, é pra ser mais uma coisa desabafada, falada, do que poética. Mas é importante deixar claro que também tenho surtos poéticos e acho que sou uma espécie de escritora brilhante não compreendida.
Ai vou mudar o visual desse espaço virtual, acrescentar umas coisinhas de blogueira adolescente pra lembrar do passado em que eu gostava de escrever e tudo mais.
Por enquanto é isso.
Espero que quem venha ler isso aqui ache, no mínimo, engraçado (até ridículo, se quiser).
Boa sorte pra nóis.
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