sexta-feira, 13 de junho de 2014

Montanha-russa

Os últimos seis meses, foram, para mim, uma montanha-russa de emoções e sentimentos variados.
Eu me senti empolgada e feliz na subida, depois bateu uma agonia e um medo do que estava por vir.
Eu caí e senti aquela sensação horrorosa no estômago e pra completar, enfrentei um loop gigantesco e assustador.
Depois do loop o trajeto foi rápido e agitado.
E acho que agora o ritmo começou a diminuir e o carrinho desse brinquedo está começando a frear.
E eu sobrevivi.
Talvez eu esteja um pouquinho traumatizada.
Mas acho que traumatizada não é a palavra certa. Estou mudada. Essa aventura me transformou e, creio eu, que tenha me deixado um pouquinho mais forte.
É estranho olhar para o passado agora que o presente está mais tranquilo.
Acho isso porque um dia alguém me disse que o passado só existe porque a gente afirma que ele existe.
Correndo o risco de filosofar mais do que eu queria, preciso concordar com isso.
As coisas só sobrevivem para além do seu momento real de duração porque a gente insiste em mantê-las vivas no nosso discurso. Falando, relembrando, remoendo.
Eu não sou fã de montanhas-russas, mas enfrento com coragem as que a vida coloca no meu caminho.
Voltando ao que eu falei sobre passado, eu preciso parar de ver essas aventuras, quedas e loops pelo lado assustador e desesperador delas e passar a vê-las através do que eu aprendi com elas, que é a parte positiva da coisa.
Eu preciso parar de olhar para trás com rancor e desespero, mantendo vivos momentos que precisam morrer. Preciso olhar mais pra frente, para os outros brinquedos do parque de diversões que é a vida, nos quais eu ainda vou andar.
Mas, fato é que, nessa última montanha-russa que eu andei, eu não vou andar de novo.
Ela é muito assustadora, projetada por um maluco.
Quando ela parar totalmente e eu puder descer, vou aproveitar por um tempinho a segurança do chão. Já que com certeza eu vou acabar entrando em outro desses brinquedos radicais em breve.