- Tirar o siso, porque já sou muito ajuizada e não preciso de juízo crescendo em forma de dente.
- Fazer o desafio dos livros ou, no mínimo, ler 12 livros que eu nunca li (tenho que destacar isso pois me amarro em ler livros repetidos)
- Ver pelo menos 20 filmes que eu nunca vi (também curto ver filmes repetidos :/)
- Realizar algum trabalho voluntário (ou alguns)
- Fazer mais tatuagens!
- Me organizar no trabalho para não ter mais trabalho.
- Largar o refrigerante
- Criar uma dieta mais saudável
- Viajar pra algum lugar legal
- Fazer minha monografia.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
2014 - Um ano ruim?
Minha obsessão por refletir constantemente sobre as coisas me acontecem não poderia ser ignorada ao final desse ano. Ao longo desse 2014 eu reclamei muito e não sei se é tão errado dizer que sofri bastante também. Sei que não fui a única, pois quanta reclamação eu ouvi! Mas agora, com 2015 se aproximando, acho importante parar para pensar sobre o que fica de aprendizado do ano que termina (pois afinal, ser professora é meu estilo de vida e o importante, em tudo, é sempre o que se aprende).
Então, a primeira coisa que eu registro desse ano é: tome cuidado com o que você deseja. Nem sempre o que queremos é o melhor para nós.
Outra coisa relevante é que sempre que estamos passando por um momento difícil, ele é infinito durante certo período. Acho que uma das coisas que mais conseguiu me afetar em 2014 foi o fato de não vislumbrar uma saída para certa situação. Eu procurava uma solução e não tinha resultado; tentava ignorar e seguir em frente e continuava sendo torturada pelo passado; eu tentei bater de frente e expressar minha angústia e a situação só se agravou. O enfrentamento da minha situação difícil veio com o tempo. Sim! Outra lição que esse ano me fez vivenciar de forma intensa: o tempo é muito poderoso.
A responsabilidade foi outro fardo pesado que eu carreguei, profissionalmente falando, e foi uma das tarefas mais desafiadoras do ano. É com um sentimento de alívio que hoje vejo que não falhei comigo mesma e nem com os outros em relação às responsabilidades que assumi.
Por sorte tive amigos e família para me ajudar a enfrentar o turbulento 2014. E um dos aspectos que eu destaco é que alguns amigos chegam quando você menos espera e você pode contar com eles em vários momentos. E também aprendi que bons sentimentos, energia positiva e companhia são as melhores maneiras de se retribuir o que os amigos fazem por você.
Perto do final 2014 me surpreendeu, é importante confessar isso e deixar registrado. Eu tenho uma obsessão maluca por pensar e repensar infinitamente minha vida e as possibilidades que me esperam no futuro. Geralmente, sou bem pessimista nesse processo. E por alguns meses, esse pessimismo se agravou e eu me senti bem perdida e desesperançosa. E foi aí que 2014 me fez experimentar um velho clichê: quando a gente menos espera, coisas boas acontecem.
Essas são as aprendizagens que eu destaco nesse ano, que tem terminado de forma tranquila. A última lição que eu acho que estou tendo que aprender é a do desapego. Mas é aprender a me desapegar de forma sincera, a entender que as pessoas passam, que os momentos passam, as oportunidades passam e a gente continua. E que, muitas vezes, quando algo passa, tendemos a fantasiar o passado, enaltecendo-o ou odiando-o. Precisamos ver o que já deixou de ser/estar conosco como algo bom para nossa pessoa do presente ou do futuro. É nisso que tenho me baseado para tentar guardar boas lembranças do ano em meu coração.
Observando isso tudo, questiono todas as minhas reclamações sobre 2014. Sofremos tanto assim? Eu sofri tanto assim? Encontrei desafios, obviamente. Vivenciei situações complicadas também. Mas cá estou eu, saudável, com a minha família, prestes a ter um belo encerramento de ano com meus amigos, me preparando para ir para a praia, sem dificuldades financeiras e cheia de experiências que me deixaram mais forte e mais independente. 2014 foi tão ruim assim? Viver, crescer, se testar e descobrir novas potencialidades no meio do caos é algo tão ruim assim? Acho que não. Acho que, quanto mais desafio, maior o aprendizado. E quanto mais aprendemos, melhores pessoas podemos ser.
É isso povo.
Foi bonito, foi intenso, foi louco, foi difícil e foi.
Que 2015 chegue cheio de novas oportunidades e desafios, pra gente crescer mais.
Então, a primeira coisa que eu registro desse ano é: tome cuidado com o que você deseja. Nem sempre o que queremos é o melhor para nós.
Outra coisa relevante é que sempre que estamos passando por um momento difícil, ele é infinito durante certo período. Acho que uma das coisas que mais conseguiu me afetar em 2014 foi o fato de não vislumbrar uma saída para certa situação. Eu procurava uma solução e não tinha resultado; tentava ignorar e seguir em frente e continuava sendo torturada pelo passado; eu tentei bater de frente e expressar minha angústia e a situação só se agravou. O enfrentamento da minha situação difícil veio com o tempo. Sim! Outra lição que esse ano me fez vivenciar de forma intensa: o tempo é muito poderoso.
A responsabilidade foi outro fardo pesado que eu carreguei, profissionalmente falando, e foi uma das tarefas mais desafiadoras do ano. É com um sentimento de alívio que hoje vejo que não falhei comigo mesma e nem com os outros em relação às responsabilidades que assumi.
Por sorte tive amigos e família para me ajudar a enfrentar o turbulento 2014. E um dos aspectos que eu destaco é que alguns amigos chegam quando você menos espera e você pode contar com eles em vários momentos. E também aprendi que bons sentimentos, energia positiva e companhia são as melhores maneiras de se retribuir o que os amigos fazem por você.
Perto do final 2014 me surpreendeu, é importante confessar isso e deixar registrado. Eu tenho uma obsessão maluca por pensar e repensar infinitamente minha vida e as possibilidades que me esperam no futuro. Geralmente, sou bem pessimista nesse processo. E por alguns meses, esse pessimismo se agravou e eu me senti bem perdida e desesperançosa. E foi aí que 2014 me fez experimentar um velho clichê: quando a gente menos espera, coisas boas acontecem.
Essas são as aprendizagens que eu destaco nesse ano, que tem terminado de forma tranquila. A última lição que eu acho que estou tendo que aprender é a do desapego. Mas é aprender a me desapegar de forma sincera, a entender que as pessoas passam, que os momentos passam, as oportunidades passam e a gente continua. E que, muitas vezes, quando algo passa, tendemos a fantasiar o passado, enaltecendo-o ou odiando-o. Precisamos ver o que já deixou de ser/estar conosco como algo bom para nossa pessoa do presente ou do futuro. É nisso que tenho me baseado para tentar guardar boas lembranças do ano em meu coração.
Observando isso tudo, questiono todas as minhas reclamações sobre 2014. Sofremos tanto assim? Eu sofri tanto assim? Encontrei desafios, obviamente. Vivenciei situações complicadas também. Mas cá estou eu, saudável, com a minha família, prestes a ter um belo encerramento de ano com meus amigos, me preparando para ir para a praia, sem dificuldades financeiras e cheia de experiências que me deixaram mais forte e mais independente. 2014 foi tão ruim assim? Viver, crescer, se testar e descobrir novas potencialidades no meio do caos é algo tão ruim assim? Acho que não. Acho que, quanto mais desafio, maior o aprendizado. E quanto mais aprendemos, melhores pessoas podemos ser.
É isso povo.
Foi bonito, foi intenso, foi louco, foi difícil e foi.
Que 2015 chegue cheio de novas oportunidades e desafios, pra gente crescer mais.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Amores de estação.
Dentre as muitas coisas que experimentamos na vida, experimentamos os amores.
E os amores se manifestam de formas muito variadas. Amamos pais, mães, irmãos, amigos, amigas, pessoas que acabamos de conhecer. Amamos porque nos ajudaram, amamos por que nos fazem sorrir, amamos por que nos acompanham em momentos difíceis. Não importa quem, quando ou porque. Amamos.
Por muito tempo achei que tinha perdido o gosto pelo amor. Por muito tempo o vi passar por mim, em suas diversas formas e ignorei a importância dessa diversidade.
Então me chegou um amor de verão, como uma tempestade. Ele armou no céu por muito tempo e quando chegou, chegou com raios, trovões, granizo e vento forte. Esse amor passou danificando tudo que eu tinha em mim. Fiquei em ruínas, sem forças pra reconstruir.
E aos poucos fui remontando os pedaços do meu coração e da minha cabeça. Fui colando os cacos de vidro do que restavam do meu emocional. Passei outono e inverno trabalhando pra botar tudo em ordem.
Eu pensei que precisaria me reconstruir por muito tempo, mas a primavera me preparava uma surpresa e eu nem desconfiava.
Numa noite de chuva leve, numa festa meio ruim, me chegou um amor de primavera. Desses, com prazo de validade.
Mas chegou na tranquilidade e me envolveu com um abraço acolhedor. Me fez rir de novo, me fez esperar coisas boas da vida, me fez ver flores no concreto cinza. Foi confuso, não nego. E teve seus momentos difíceis. Mas não devastador. Foi suave.
Por sua leveza, o amor de primavera não me causou desespero algum, mesmo diante do fim que se aproximava. Pois era assim que tinha que ser.
Nem sempre poderemos podemos mover céus e terras por um amor de estação do ano. Lição fácil de entender, difícil de sentir. Mas é importante manter isso em mente.
Esse amor de primavera veio, sem saber de sua missão, me tirar da difícil tarefa de colar meus pedaços destruídos no verão. Ao me distanciar dessa árdua tarefa, percebi que meus cacos já estavam se juntando naturalmente e que lutar para colá-los só deixava viva a memória da tempestade do amor de verão.
Hoje me sinto novamente inteira. E me sinto novamente viva. Me sinto atenta aos meus pequenos e grandes amores, àqueles que caminham comigo nessa jornada maluca que é a vida. Me sinto agradecida ao ao amor de verão, que não sabe o quanto me ajudou em tão pouco tempo. Sua passagem aqui serviu pra que eu visse que, na verdade, eu precisava voltar a viver pra me reconstruir.
Meu amor de primavera vai embora e não vai mais voltar. E eu fico aqui, não esperando outro amor de estação, esperando continuar experimentando a vida com amor, em todos os sentidos possíveis.
No fim das contas é isso, os amores, em toda a sua diversidade, vem e vão. Mas eu fico. E eu não quero ficar me reconstruindo e catando pedaços. Eu fico, e fico mais disposta a sentir as coisas boas da vida, a trocar experiências e a amar, amar muitas pessoas ainda.
Obrigada amor de primavera, que você se lembre de mim com tanto carinho quanto eu vou me lembrar de você.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
coração calejado
coração calejado não cansa de levar porrada
e continuar batendo
é velho bêbado que cai todo dia na rua
e torna a esvaziar a garrafa
e cair
é calejado e cura a dor
tomando mais um soco
ou uma facada de ponta a ponta
e se orgulha das cicatrizes
exibe a cicatriz
coração calejado
amigo do cérebro drogado
que perdeu a noção do real
que vive ensimesmado
no futuro presente que nunca virá
porque coração calejado com cérebro drogado
é coisa de gente maluca
de maluquice me embebedo todo dia antes de dormir
e crio novos calos
e entorpeço mais o cérebro.
e continuar batendo
é velho bêbado que cai todo dia na rua
e torna a esvaziar a garrafa
e cair
é calejado e cura a dor
tomando mais um soco
ou uma facada de ponta a ponta
e se orgulha das cicatrizes
exibe a cicatriz
coração calejado
amigo do cérebro drogado
que perdeu a noção do real
que vive ensimesmado
no futuro presente que nunca virá
porque coração calejado com cérebro drogado
é coisa de gente maluca
de maluquice me embebedo todo dia antes de dormir
e crio novos calos
e entorpeço mais o cérebro.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Um parágrafo sobre hipocrisia
Não sei se tá certo, não sei se tá errado. Sei que sou um desses também. Mas fica a questão: Hipócritas que teorizam sobre a própria hipocrisia podem ser considerados seres superiores aos hipócritas que nem se reconhecem como tal?
PS: Fui procurar a definição definitiva de hipocrisia nos dicionários online. O mar de informações da internet não apresenta definição definitiva. Achei isso positivo e preferi adotar essa palavra pelo peso que ela tem no mundo e não pela sua definição definitiva.
-
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Montanha-russa
Os últimos seis meses, foram, para mim, uma montanha-russa de emoções e sentimentos variados.
Eu me senti empolgada e feliz na subida, depois bateu uma agonia e um medo do que estava por vir.
Eu caí e senti aquela sensação horrorosa no estômago e pra completar, enfrentei um loop gigantesco e assustador.
Depois do loop o trajeto foi rápido e agitado.
E acho que agora o ritmo começou a diminuir e o carrinho desse brinquedo está começando a frear.
E eu sobrevivi.
Talvez eu esteja um pouquinho traumatizada.
Mas acho que traumatizada não é a palavra certa. Estou mudada. Essa aventura me transformou e, creio eu, que tenha me deixado um pouquinho mais forte.
É estranho olhar para o passado agora que o presente está mais tranquilo.
Acho isso porque um dia alguém me disse que o passado só existe porque a gente afirma que ele existe.
Correndo o risco de filosofar mais do que eu queria, preciso concordar com isso.
As coisas só sobrevivem para além do seu momento real de duração porque a gente insiste em mantê-las vivas no nosso discurso. Falando, relembrando, remoendo.
Eu não sou fã de montanhas-russas, mas enfrento com coragem as que a vida coloca no meu caminho.
Voltando ao que eu falei sobre passado, eu preciso parar de ver essas aventuras, quedas e loops pelo lado assustador e desesperador delas e passar a vê-las através do que eu aprendi com elas, que é a parte positiva da coisa.
Eu preciso parar de olhar para trás com rancor e desespero, mantendo vivos momentos que precisam morrer. Preciso olhar mais pra frente, para os outros brinquedos do parque de diversões que é a vida, nos quais eu ainda vou andar.
Mas, fato é que, nessa última montanha-russa que eu andei, eu não vou andar de novo.
Ela é muito assustadora, projetada por um maluco.
Quando ela parar totalmente e eu puder descer, vou aproveitar por um tempinho a segurança do chão. Já que com certeza eu vou acabar entrando em outro desses brinquedos radicais em breve.
Eu me senti empolgada e feliz na subida, depois bateu uma agonia e um medo do que estava por vir.
Eu caí e senti aquela sensação horrorosa no estômago e pra completar, enfrentei um loop gigantesco e assustador.
Depois do loop o trajeto foi rápido e agitado.
E acho que agora o ritmo começou a diminuir e o carrinho desse brinquedo está começando a frear.
E eu sobrevivi.
Talvez eu esteja um pouquinho traumatizada.
Mas acho que traumatizada não é a palavra certa. Estou mudada. Essa aventura me transformou e, creio eu, que tenha me deixado um pouquinho mais forte.
É estranho olhar para o passado agora que o presente está mais tranquilo.
Acho isso porque um dia alguém me disse que o passado só existe porque a gente afirma que ele existe.
Correndo o risco de filosofar mais do que eu queria, preciso concordar com isso.
As coisas só sobrevivem para além do seu momento real de duração porque a gente insiste em mantê-las vivas no nosso discurso. Falando, relembrando, remoendo.
Eu não sou fã de montanhas-russas, mas enfrento com coragem as que a vida coloca no meu caminho.
Voltando ao que eu falei sobre passado, eu preciso parar de ver essas aventuras, quedas e loops pelo lado assustador e desesperador delas e passar a vê-las através do que eu aprendi com elas, que é a parte positiva da coisa.
Eu preciso parar de olhar para trás com rancor e desespero, mantendo vivos momentos que precisam morrer. Preciso olhar mais pra frente, para os outros brinquedos do parque de diversões que é a vida, nos quais eu ainda vou andar.
Mas, fato é que, nessa última montanha-russa que eu andei, eu não vou andar de novo.
Ela é muito assustadora, projetada por um maluco.
Quando ela parar totalmente e eu puder descer, vou aproveitar por um tempinho a segurança do chão. Já que com certeza eu vou acabar entrando em outro desses brinquedos radicais em breve.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Não hipocrisia
A gente escolhe viver de uma forma e gosta de sair anunciando por aí nossas opções de vida.
Eu sou o tipo de pessoa que adora filosofar sobre a vida, questionando, pensando e repensando sobre quem e o que eu sou e o que e como eu faço.
E eu faço meus discursos de liberdade. Discursos malucos que resultam em mais auto-reflexão.
Meus discursos mudam com frequência, porque estou sempre me deparando com situações novas que fazer ver as coisas por outro ângulo. Não me envergonho de mudar meu discurso, acho natural e saudável.
Eu busco sempre falar e viver de acordo com os meus limites. Eu sei até que ponto eu posso ir e quando devo recuar.
Experimentei ir um pouco além e quebrei um pouco a cara.
Mas, sei lá, acho que consegui manter meu discurso condizente com a minha prática. Coisa que eu não vejo em algumas pessoas.
Tarefa difícil essa de exercitar a não hipocrisia. Não digo que executo com perfeição, já que vivo questionando e mudando. Mas fico feliz em ser uma das pessoas que tenta não ser muito hipócrita.
E fico triste pelas que discursam demais, refletem pouco sobre a própria vida e acabam falando muito e fazendo pouco.
Eu sou o tipo de pessoa que adora filosofar sobre a vida, questionando, pensando e repensando sobre quem e o que eu sou e o que e como eu faço.
E eu faço meus discursos de liberdade. Discursos malucos que resultam em mais auto-reflexão.
Meus discursos mudam com frequência, porque estou sempre me deparando com situações novas que fazer ver as coisas por outro ângulo. Não me envergonho de mudar meu discurso, acho natural e saudável.
Eu busco sempre falar e viver de acordo com os meus limites. Eu sei até que ponto eu posso ir e quando devo recuar.
Experimentei ir um pouco além e quebrei um pouco a cara.
Mas, sei lá, acho que consegui manter meu discurso condizente com a minha prática. Coisa que eu não vejo em algumas pessoas.
Tarefa difícil essa de exercitar a não hipocrisia. Não digo que executo com perfeição, já que vivo questionando e mudando. Mas fico feliz em ser uma das pessoas que tenta não ser muito hipócrita.
E fico triste pelas que discursam demais, refletem pouco sobre a própria vida e acabam falando muito e fazendo pouco.
terça-feira, 6 de maio de 2014
Foi e vai indo
Meu conflito interno parece estar cada dia mais morto.
Lembrei dele hoje. Doeu um pouquinho. Bem pouquinho e a dor foi distante.
Tenho batido de frente com o problema constantemente. Vivo oscilando entre indiferença e raiva.
O bom é que ando tendendo mais pro lado da indiferença ultimamente.
A raiva, vez ou outra, me cutuca
Porque foi e eu digo que foi.
Eu lembro que foi.
Porque doeu e doeu pra caralho. Por muito tempo.
E eu me apeguei tanto a isso.
Porque eu queria. E passei muito tempo querendo.
Porque eu consegui e achei interessante.
E aí... bem. Aí começou a morrer.
Dolorosamente.
Embora o apego à essa vida seja intenso, eu acho que prefiro desligar os aparelhos mesmo.
Já venho desligando um por um há alguns dias, para falar a real.
Quero que essa parte de mim morra. E se enterre. E lá permaneça.
Passei muito tempo da minha vida preocupada, achando que eu já não era capaz de sentir um amor novo. Senti. Não foi massa. Acho que aguento uns tempos sem novos amores.
Lembrei dele hoje. Doeu um pouquinho. Bem pouquinho e a dor foi distante.
Tenho batido de frente com o problema constantemente. Vivo oscilando entre indiferença e raiva.
O bom é que ando tendendo mais pro lado da indiferença ultimamente.
A raiva, vez ou outra, me cutuca
Porque foi e eu digo que foi.
Eu lembro que foi.
Porque doeu e doeu pra caralho. Por muito tempo.
E eu me apeguei tanto a isso.
Porque eu queria. E passei muito tempo querendo.
Porque eu consegui e achei interessante.
E aí... bem. Aí começou a morrer.
Dolorosamente.
Embora o apego à essa vida seja intenso, eu acho que prefiro desligar os aparelhos mesmo.
Já venho desligando um por um há alguns dias, para falar a real.
Quero que essa parte de mim morra. E se enterre. E lá permaneça.
Passei muito tempo da minha vida preocupada, achando que eu já não era capaz de sentir um amor novo. Senti. Não foi massa. Acho que aguento uns tempos sem novos amores.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
o que ficou
é um restinho de dor no fundo do copo
que me encara
e eu viro logo essa sobra, pra ver se acaba
é o diabo de um sorriso que tá distante
é o contraste de uma cor de cabelo com uma cor de uma pele
é a lembrança do que poderia ter sido
e a lembrança do que nunca foi
nunca será
é uma inveja que destrói
e só me destrói
é a falta de força pra fugir
é a tortura de encarar de frente
eu tapo esse sol com uma peneira
e essa tarefe é inútil e dolorosa
é a imagem mental
que não vive mais só na minha cabeça
é minha reação desajeitada
uma gagueira e um constrangimento
é isso aí que ficou pro meu lado
isso e a culpa no cartório
que vai me atormentar
até que o isso vire o nada
quando a gente se arrisca numa coisa assustadora e caí de cara no chão, resta alguma coragem pra enfrentar um medo de novo? Porque meio que parece que minha coragem morreu.
domingo, 27 de abril de 2014
É assim que é.
Na minha busca por alguma coisa que eu ainda não sei o que é, vez ou outra eu me deparo nessa situação.
Sinto como se estivesse perdida.
Dentro de mim mesma.
Eu prefiro estar perdida na rua, que dá-se um jeito de se encontrar.
Quando a gente se perde dentro de si mesmo é que é complicado.
Mas na verdade, eu tenho certeza: nunca me encontrei.
Nem mesmo esbarrei em mim mesma sem querer por aí.
Eu sempre me procurei, isso é fato.
Acho que talvez, agora, escrevendo, eu tenha entendido o motivo pelo qual essa sensação de estar perdida está me angustiando.
Deve ser porque eu não me sinto perdida numa floresta, ou numa cidade.
Parece mais que fui jogada dentro de um furacão e que tudo está passando muito rápido ao meu redor.
E tá tudo muito misturado e não dá pra distinguir a forma de nada.
Só vejo as cores correndo em volta de mim, vislumbres de coisas, todas distorcidas e em constante movimento.
Vou esperar essa loucura passar.
Ela passa, eu sei.
Vou esperar que em breve as cores vão virar formas e eu vou conseguir reorganizar tudo.
E a sensação de vertigem vai passar.
Sempre passa.
E sempre volta.
É assim que é.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Escrever de manhã não dá certo.
Expectativas: pequenos best-sellers que a gente cria nas nossas cabeças quando a vida real não anda muito satisfatória.
É nessas horas que eu fico com raiva de ter uma grande imaginação.
Se eu pudesse eu filmava cada cenário bizarro e improvável que eu invento na minha cabeça nos momentos de tédio.
Talvez virasse até um seriado, tipo Girls, um vislumbre dos detalhes da vida cotidiana. Despertando a empatia de malucos criadores de expectativa do mundo todo.
Total dava pra ganhar dinheiro se eu pudesse filmar meus pensamentos.
Mas não dava pra escrever um best-seller, não. Não ia ser muito emocionante e cheio de aventuras.
Se fosse um livro seria mais uma coisa de pala psicológica cheia de detalhes bizarros e aleatórios.
Se bem que tem best-seller que vende por ser aleatório.
Talvez né, talvez eu escreva meus pensamentos toda hora e talvez um dia alguém compre eles.
Aí eu fico milionária e não vou mais precisar acordar oito da manhã todo dia.
Ps: que postagem inútil.
É nessas horas que eu fico com raiva de ter uma grande imaginação.
Se eu pudesse eu filmava cada cenário bizarro e improvável que eu invento na minha cabeça nos momentos de tédio.
Talvez virasse até um seriado, tipo Girls, um vislumbre dos detalhes da vida cotidiana. Despertando a empatia de malucos criadores de expectativa do mundo todo.
Total dava pra ganhar dinheiro se eu pudesse filmar meus pensamentos.
Mas não dava pra escrever um best-seller, não. Não ia ser muito emocionante e cheio de aventuras.
Se fosse um livro seria mais uma coisa de pala psicológica cheia de detalhes bizarros e aleatórios.
Se bem que tem best-seller que vende por ser aleatório.
Talvez né, talvez eu escreva meus pensamentos toda hora e talvez um dia alguém compre eles.
Aí eu fico milionária e não vou mais precisar acordar oito da manhã todo dia.
Ps: que postagem inútil.
domingo, 20 de abril de 2014
Monstra, da Casa Romão.
Quando eu tinha 15 anos mnha melhor amiga de infância, da mesma idade que eu, morreu. Foi a primeira vez que eu lidei com a morte de maneira tão próxima. Esse episódio me marcou, pois, desde então, nunca mais consegui ficar sozinha em ambientes fechados e escuros sem ter um surto.
A morte é um assunto delicado para mim. Achava que era só no caso de pessoas e hoje eu descobri que também é no caso dos bichinhos.
Minha gatinha, Monstra, estava em casa, tranquila comigo. Fiz carinho, ela comeu um pouco, deitou na minha perna enquanto eu escrevia meu artigo.
Quando me arrumava para sair de casa, ela começou a miar, meio chorando. Normal, ela sempre mia assim quando a gente tá pra sair.
Saí e meu irmão a encontrou já bem ruinzinha.
Ele procurou por um veterinário 24 horas, mas não achou a tempo.
Monstrinha morreu depois de poucos dias conosco. Isso me entristece. Me sinto culpada e acho ruim não saber a causa da morte dessa pretinha que em poucos dias ganhou meu coração.
Ela recebeu, em uma semana, todo o amor que eu tinha acumulado dentro de mim. Amor esse que eu não considerava que os humanos eram dignos de receber, pois eles não são mesmo.
Hoje, mais cedo, ela tentou se arriscar, pulando da estante da tv para a mesa. Ela caiu, talvez tenha se machucado e por isso morreu.
Talvez ela tenha comido algo e engasgou.
Mas eu devia ter levado ela no veterinário no dia em que ela chegou aqui e não levei, por não ter dinheiro na ápoca. Pensei que ela aguentaria até eu receber, no mês que vem. Não aguentou.
Foi-se a Monstra, sem ter recebido, ainda, todo o amor acumulado que eu tinha.
Mas eu dei todo o amor que podia dar nos poucos dias em que ela esteve aqui. E sei que o meu irmão também o fez.
Agora só vou ter outro bichinho quando tiver dinheiro suficiente para levá-lo no veterinário assim que ele passar a morar comigo.
A morte é um assunto delicado para mim. Achava que era só no caso de pessoas e hoje eu descobri que também é no caso dos bichinhos.
Minha gatinha, Monstra, estava em casa, tranquila comigo. Fiz carinho, ela comeu um pouco, deitou na minha perna enquanto eu escrevia meu artigo.
Quando me arrumava para sair de casa, ela começou a miar, meio chorando. Normal, ela sempre mia assim quando a gente tá pra sair.
Saí e meu irmão a encontrou já bem ruinzinha.
Ele procurou por um veterinário 24 horas, mas não achou a tempo.
Monstrinha morreu depois de poucos dias conosco. Isso me entristece. Me sinto culpada e acho ruim não saber a causa da morte dessa pretinha que em poucos dias ganhou meu coração.
Ela recebeu, em uma semana, todo o amor que eu tinha acumulado dentro de mim. Amor esse que eu não considerava que os humanos eram dignos de receber, pois eles não são mesmo.
Hoje, mais cedo, ela tentou se arriscar, pulando da estante da tv para a mesa. Ela caiu, talvez tenha se machucado e por isso morreu.
Talvez ela tenha comido algo e engasgou.
Mas eu devia ter levado ela no veterinário no dia em que ela chegou aqui e não levei, por não ter dinheiro na ápoca. Pensei que ela aguentaria até eu receber, no mês que vem. Não aguentou.
Foi-se a Monstra, sem ter recebido, ainda, todo o amor acumulado que eu tinha.
Mas eu dei todo o amor que podia dar nos poucos dias em que ela esteve aqui. E sei que o meu irmão também o fez.
Agora só vou ter outro bichinho quando tiver dinheiro suficiente para levá-lo no veterinário assim que ele passar a morar comigo.
terça-feira, 15 de abril de 2014
A hora do detalhe
Eu sou uma pessoa muito apegada, uma vez que eu gosto das pessoas, gosto muito e quero elas sempre perto de mim.
Mas tenho aprendido que nem sempre esse negócio de gostar e ter sempre perto de mim não anda funcionando muito bem.
Penso que preciso ser menos apegada e aceitar que perdemos algumas coisas e que ganhamos algumas coisas.
Penso que esse é o ciclo da vida e lutar contra ele só causa sofrimento.
Na verdade, decidi que ia me esforçar em me desapegar e aceitar que eu vou perder coisas e pessoas.
E gostaria que a decisão em si já solucionasse meus problemas, mas tenho consciência de que isso não é verdade.
Decidir é dar início ao processo, apertar o start, dar o primeiro passo.
E eu até que estou conseguindo lidar com os vários conflitos internos que tenho diariamente.
Mas tem hora que é mais difícil.
Essa hora difícil é a hora do detalhe.
Sempre fui muito apegada a detalhes, por vários motivos.
Sempre gostei de pequenos gestos, de trechos de músicas que marcam momentos, de uma troca de palavras específicas, de piada interna, de detalhes nos rostos das pessoas, nas mãos, no jeito em que elas se movem...
Minha memória fica escrita e registrada nesses detalhes, que vivem reaparecendo e me lembrando de pequenas grandes coisas que eu senti
E ultimamente eu gostaria, sinceramente, de deletar muitos pequenos detalhes que eu vejo por aí.
Pois são eles que me impedem de dar seguimento ao meu plano de aceitar que muitas coisas ainda vão se perder e muitas coisas ainda vão chegar
E eu não gosto de ter um plano e nem um discurso diferentes da minha prática.
E eu quero que as horas de detalhes acabem.
Mas tenho aprendido que nem sempre esse negócio de gostar e ter sempre perto de mim não anda funcionando muito bem.
Penso que preciso ser menos apegada e aceitar que perdemos algumas coisas e que ganhamos algumas coisas.
Penso que esse é o ciclo da vida e lutar contra ele só causa sofrimento.
Na verdade, decidi que ia me esforçar em me desapegar e aceitar que eu vou perder coisas e pessoas.
E gostaria que a decisão em si já solucionasse meus problemas, mas tenho consciência de que isso não é verdade.
Decidir é dar início ao processo, apertar o start, dar o primeiro passo.
E eu até que estou conseguindo lidar com os vários conflitos internos que tenho diariamente.
Mas tem hora que é mais difícil.
Essa hora difícil é a hora do detalhe.
Sempre fui muito apegada a detalhes, por vários motivos.
Sempre gostei de pequenos gestos, de trechos de músicas que marcam momentos, de uma troca de palavras específicas, de piada interna, de detalhes nos rostos das pessoas, nas mãos, no jeito em que elas se movem...
Minha memória fica escrita e registrada nesses detalhes, que vivem reaparecendo e me lembrando de pequenas grandes coisas que eu senti
E ultimamente eu gostaria, sinceramente, de deletar muitos pequenos detalhes que eu vejo por aí.
Pois são eles que me impedem de dar seguimento ao meu plano de aceitar que muitas coisas ainda vão se perder e muitas coisas ainda vão chegar
E eu não gosto de ter um plano e nem um discurso diferentes da minha prática.
E eu quero que as horas de detalhes acabem.
sábado, 5 de abril de 2014
Definições curtas
Apresento duas definições baseadas em minhas experiências desse ano:
- Pessoa ruim: aquela que faz coisas com os outros com a consciência de que vai dar treta. Omitindo que sabe que vai dar treta até que a parada que ela queira esteja concluída.
- Pessoa péssima: aquela que faz o mesmo que a pessoa ruim e que, além disso, sabe que a o outro vai ser obrigado a conviver com a treta diariamente.
Isso não vai fazer sentido, porque eu não vou explicar com detalhes. Mas precisava vomitar essas definições que estão na minha cabeça há dias. Elas podem ser mudadas em breve também, porque vivo definindo as coisas constantemente. Sabe como é, o importante é processo, a mudança, a transformação...
E também gostaria de dar um alerta para os sujeitos desocupados que provavelmente não tem nada de interessante pra fazer e acabam lendo as coisas que eu escrevo:
Desconfiem de pessoas excessivamente legais e fofas.
E é só.
- Pessoa ruim: aquela que faz coisas com os outros com a consciência de que vai dar treta. Omitindo que sabe que vai dar treta até que a parada que ela queira esteja concluída.
- Pessoa péssima: aquela que faz o mesmo que a pessoa ruim e que, além disso, sabe que a o outro vai ser obrigado a conviver com a treta diariamente.
Isso não vai fazer sentido, porque eu não vou explicar com detalhes. Mas precisava vomitar essas definições que estão na minha cabeça há dias. Elas podem ser mudadas em breve também, porque vivo definindo as coisas constantemente. Sabe como é, o importante é processo, a mudança, a transformação...
E também gostaria de dar um alerta para os sujeitos desocupados que provavelmente não tem nada de interessante pra fazer e acabam lendo as coisas que eu escrevo:
Desconfiem de pessoas excessivamente legais e fofas.
E é só.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Doses de Decisão
Algumas decisões são difíceis de tomar, então a gente tem que virar, como se fosse uma de tequila, pra ver se desce logo.
Eu tomei uma decisão bem difícil, que desceu queimando.
E eu precisei tomar, porque do jeito que tava, não dava.
E há muita coisa a perder.
Foi minha consciência que me usou os melhores argumentos para virar essa dose decisória de uma vez. Ela me disse que eu estava no limite e precisava decidir logo o que eu ia fazer.
Decisões sempre vem acompanhadas com consequências e eu sabia que não ia ser tranquilo.
Mas sem a decisão, não tava tranquilo também. Era melhor virar logo.
Aí começou o processo de segurar a decisão no estômago, porque eu não lido muito bem com essas bebidas de doses, principalmente as fortes.
"Você é melhor que isso! Você consegue!"
"Você sabe que é melhor assim! Você vai ficar meio enjoada agora, mas depois vai ser legal."
"Você precisa acreditar que é melhor assim, porque no fundo você sabe que é, mesmo que tenha gente tentando te convencer do contrário"
Minha consciência me aconselhou muito e até que a primeira dose de decisão desceu bem e ficou.
Mas, assim como em uma noite de bebedeira, um decisão difícil só vai fazer efeito de verdade se a gente tomar várias doses.
E eu tomei algumas.
Quase todos os pela manhã eu precisei tomar uma dose de decisão pra conseguir levantar, estudar e trabalhar.
Mas sempre tem aquele "amigo" que acha que tomar esse tanto de decisão vai te fazer mal e fica tentando te convencer a parar. Esse tipo de "amigo" usa um bando de argumentos e joguinhos psicológicos e é aí que fica difícil manter a firmeza.
Mas por mais esteja complicado e que, vez ou outra, eu sinta vontade de enfiar o dedo na garganta, vomitar essas decisões todas e tentar recriar o contexto agradável que existia antes, eu me mantenho firme.
Pois as decisões que as pessoas tomam vem acompanhadas de consequências.
E pouco interessa se houve ou não a intenção de ferir, as consequências vem e transformam o que era antes no que é agora.
Não fui eu que tomei a decisão que matou o que era antes.
Mas eu vou continuar tomando a decisão do que eu quero que seja agora.
Porque o antes estava ruim pro meu lado.
E o agora está melhor.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Coisas guardadas
Tantas coisas eu ando guardando
E andava bem confortável guardá-las
Acho que eu só sei lidar com extremos: raiva total ou amor total
Não sei lidar com o meio termo, com o equilíbrio
Não sei de nada na verdade
Só sei que deve ser fácil ficar só com o lado bom das coisas
Enquanto eu fico só com o lado ruim
E é nessa hora que vem a raiva e a vontade de forçar coisas ruins, só pra que não seja bom pra você.
Porque, por mais que eu me esforce, ainda tá ruim.
A ferida já não dói tanto, mas ela coça
E coceira incomoda
E é constante
E eu tento me livrar, eu tento ignorar, mas ela permanece, contante e presente.
Presente em imagens mentais.
A minha vontade era de arrancar toda essa parte de mim que sente todas essas coisas que eu não quero sentir.
E te entregar tudo e dizer: se vira.
Porque eu não sei no que eu me transformei pra aguentar toda essa bagunça até agora
Só posso dizer que ainda não tá bom.
E andava bem confortável guardá-las
Acho que eu só sei lidar com extremos: raiva total ou amor total
Não sei lidar com o meio termo, com o equilíbrio
Não sei de nada na verdade
Só sei que deve ser fácil ficar só com o lado bom das coisas
Enquanto eu fico só com o lado ruim
E é nessa hora que vem a raiva e a vontade de forçar coisas ruins, só pra que não seja bom pra você.
Porque, por mais que eu me esforce, ainda tá ruim.
A ferida já não dói tanto, mas ela coça
E coceira incomoda
E é constante
E eu tento me livrar, eu tento ignorar, mas ela permanece, contante e presente.
Presente em imagens mentais.
A minha vontade era de arrancar toda essa parte de mim que sente todas essas coisas que eu não quero sentir.
E te entregar tudo e dizer: se vira.
Porque eu não sei no que eu me transformei pra aguentar toda essa bagunça até agora
Só posso dizer que ainda não tá bom.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Esvaziando minha cabeça.
Preciso desabafar, preciso descarregar, preciso gritar aqui uns minutinhos.
Porque o tempo anda passando muito depressa e são muitas coisas pra fazer.
Assumi muitas responsabilidades, muitas tarefas e novos desafios continuam se jogando em cima de mim. E eu tenho que aguentar, tenho que saber lidar, tenho que fazer.
Nunca considerei o "crescer" como uma tarefa fácil. Sempre pensei muito sobres os vários processos que envolvem as transformações que sofremos ao longo da vida.
Agora estou num nível bem crítico do meu processo de amadurecimento: muita coisa, pouco tempo. Muito pensamento, pouco espaço na cabeça. Preciso parar uns minutinhos e vomitar minhas angústias aqui.
Uns minutinhos mesmo, pois estou digitando muito rápido, porque preciso dormir. Dormir pra acordar cedo e correr atrás de várias coisas e não parar nem pra respirar até a hora de dormir de novo.
E eu estou meio doente, minha garganta não vai bem. Mas não dá pra parar agora, tenho que seguir até dia primeiro de abril nessa correria, preciso conseguir, vou conseguir. Vou mostrar pra mim mesma que dá, que eu sou capaz. Vou mostrar pra todo mundo que eu consigo administrar todas essas responsabilidades sem enlouquecer, vou sim.
Parece fácil ser adulto e ter um emprego, parece meio chato. Mas não é fácil, nem chato. É uma loucura, uma correria e é um caminho sem volta.
Vai dar tudo certo, certeza. Só precisava esvaziar minha cabeça aqui. Esvaziou um pouco.
É isso, vou fazendo as coisas e vai dar tempo.
Espero que dê tempo.
Porque o tempo anda passando muito depressa e são muitas coisas pra fazer.
Assumi muitas responsabilidades, muitas tarefas e novos desafios continuam se jogando em cima de mim. E eu tenho que aguentar, tenho que saber lidar, tenho que fazer.
Nunca considerei o "crescer" como uma tarefa fácil. Sempre pensei muito sobres os vários processos que envolvem as transformações que sofremos ao longo da vida.
Agora estou num nível bem crítico do meu processo de amadurecimento: muita coisa, pouco tempo. Muito pensamento, pouco espaço na cabeça. Preciso parar uns minutinhos e vomitar minhas angústias aqui.
Uns minutinhos mesmo, pois estou digitando muito rápido, porque preciso dormir. Dormir pra acordar cedo e correr atrás de várias coisas e não parar nem pra respirar até a hora de dormir de novo.
E eu estou meio doente, minha garganta não vai bem. Mas não dá pra parar agora, tenho que seguir até dia primeiro de abril nessa correria, preciso conseguir, vou conseguir. Vou mostrar pra mim mesma que dá, que eu sou capaz. Vou mostrar pra todo mundo que eu consigo administrar todas essas responsabilidades sem enlouquecer, vou sim.
Parece fácil ser adulto e ter um emprego, parece meio chato. Mas não é fácil, nem chato. É uma loucura, uma correria e é um caminho sem volta.
Vai dar tudo certo, certeza. Só precisava esvaziar minha cabeça aqui. Esvaziou um pouco.
É isso, vou fazendo as coisas e vai dar tempo.
Espero que dê tempo.
domingo, 16 de março de 2014
Um desabafo sobre escolhas.
A gente escolhe.
Não nascer, isso a gente não escolhe.
Depois que a gente cresce é que a gente começa com essa coisa de escolha.
E quanto mais a gente cresce, mais complicado vai ficando.
Porque a gente vai começando a entender esse processo. E entender esse processo torna ele bem mais difícil.
Mas quanto mais o tempo passa, mas somos obrigados a escolher.
Eu precisei escolher muitas coisas no pouco tempo que se passou desse ano.
Uma delas era totalmente assustadora, imprevisível, mas optei por segui-la e o resultado foi melhor do que o esperado.
A outra era mais complexa e envolvia muita coisa e eu escolhi não me deixar levar pelo meu medo do futuro.
Eu arrisquei.
E o resultado não foi tão legal.
A gente é obrigado a escolher e aguentar as consequências das nossas opções.
Que podem ser bem dolorosas.
Mas a realidade é que a gente nunca para de escolher nessa história toda.
E tomar consciência sobre o processo de escolha pode ser bem esclarecedor.
E a gente pode escolher o caminho mais doloroso e se afogar em sofrimento.
Ou a gente pode escolher esse mesmo caminho e lutar contra a dor.
Porque, tenho sentido que, em algum ponto, eu escolho sentir essa dor.
Porque eu permiti que algo me atingisse no estômago com a força de um soco.
Mas agora eu escolhi que não quero mais isso.
E talvez essa última escolha consiga tirar o peso das coisas.
E talvez eu consiga seguir pelo caminho que me parecia mais doloroso.
Mas que só vai ser assim se eu permitir.
E acho que é essa a conclusão: eu não vou mais permitir que as coisas consigam me atingir.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Vomitar sentimentos
É preciso, de vez em quando, vomitar sentimentos
E dá pra fazer isso de muitas formas
Eu vomito meus sentimentos quando grito uma música
E quando escrevo
Eu também vomito quando fujo das pessoas por dois minutos
Pra respirar, contar até dez
Derramar umas quatro lágrimas, lavar o rosto
E fingir que tudo continua ótimo
Eu preciso disso
Porque às vezes transborda
E eu perco o controle
Eu vomito meus sentimentos nas palavras
Que mesmo que mal escritas e cheias de erros ortográficos
São o meio menos danoso de me livrar de todo o peso
Eu vomito meus sentimentos quando dizê-los não faz mais sentido
Pois vai ser repetitivo e cansativo para o ouvinte
Porque já está cansativo e repetitivo pra mim
Eu vomito porque sei que quem colocou isso dentro de mim
E fui eu
E só eu posso por pra fora
Do meu jeito distorcido e confuso
Eu vou continuar vomitando eles na escrita porque ninguém vai ser obrigado a ouvir
Quem quiser, vai ler
Quem não quiser, não vai precisar
Eu estou vomitando tanto aqui porque estou cheia
E antes eu estava vazia
Só que eu cansei do cheia
E acho que o copo meio vazio é melhor
terça-feira, 11 de março de 2014
Diálogo com o monstro que mora na minha caixa torácica.
EU: Hey monstro que mora dentro da minha caixa torácica! Você poderia parar de se remexer um pouco?
MONSTRO: Não, não posso.
EU: E porque não?
MONSTRO: Porque eu estou com fome!
EU: Mas eu comi hoje, até café da manhã eu tomei! Almocei e jantei...
MONSTRO: Você sabe que eu não tô falando disso. To com fome das boas coisas.
EU: Ah.. sei. Olha só...
MONSTRO: Olha só nada! Lá vem você com suas desculpas! Você me enche de sentimentos tranquilos por mais de dois anos. Eu vivi bem, me alimentei só de coisa positiva por tanto tempo e agora você vem com isso! Isso tá me deixando enjoado e irritado.
EU: Cara, o lance é o seguinte: você, que vive aí no meu estômago ou perto do meu coração... sei lá exatamente onde. Você deveria conversar um pouquinho com o monstro que vive no meu cérebro...
MONSTRO: Nem dá ideia errada. Aquele cara não sabe de nada. Ele fica arrumando explicação pra tudo, justifica tudo e se acha todo sabido. Ele não sabe o que é coisa boa! Ele não sabe o que é tranquilidade e felicidade. Ele fica só calculando possibilidades com aquelas linhas do tempo que ele inventa.
EU: Calma aí monstro. Respeite o seu companheiro, vocês moram no mesmo corpo.
MONSTRO: Respeito nada, ele não me respeita. Você acha que eu não sei que é ele que te mostra as imagens mentais que te desagradam? Você acha que a culpa é minha, mas na verdade eu só aproveito as coisas boas. Quando não tem coisa boa nova, eu fico quieto na minha, ruminando as coisas boas antigas... Mas você e o cara que vive no seu cérebro! Vocês dois ficam me mandando essas expectativas ruins, essas imagens mentais piores ainda e todo esse... ressentimento! Que nojo! Vocês não podem achar que eu vou engolir isso calado.
EU: Mas Monstro, você tem que entender que eu preciso desses sentimentos de agora para poder te alimentar com coisinhas melhores no futuro.
MONSTRO: Eu entendo bem, mas realmente não tá dando pra digerir as coisas que vocês tem me mandado. Elas me fazem querer sair gritando por aí e já que você não colabora...
EU: E o que você espera? Que eu saí dando o seu grito por aí? Que eu vomite todas essas coisas sem pensar? Que eu me exponha a esse nível? Você sabe que eu não vou deixar você fazer isso comigo.
MONSTRO: Eu sei e é por isso que eu fico gritando e fazendo você se sentir como alguém que acabou de levar um soco na barriga. Enquanto você me alimentar com essas coisas ruins, eu vou gritar e espernear e te incomodar.
EU: Sem chances de dar um pausa na hora do trabalho?
MONSTRO: Nesse ponto eu te digo que eu tento não te incomodar, mas às vezes não rola... você sabe também que eu prefiro me remexer quando você vai dormir, porque aí você fica toda revoltada e eu fico rindo de você.
EU: Você é realmente mau.
MONSTRO: Sou nada. Você que me criou, você que me despertou. Por muito tempo você me guardou aqui invisível e eu me comportei super bem. Mas aí vem você e os seus dramas, seus sonhos, suas vontades e me acorda! Pra depois me jogar todas as porcarias que restaram dessa bagunça (que você mesma causou com o cara que mora no cérebro) e achar que eu vou ficar de boa? Não vou não. Vou me rebelar! Enquanto vocês não pararem com as...
EU: Com as imagens mentais, eu já sei.
MONSTRO: Enquanto vocês não pararem de tentar me obrigar a digerir essas coisas, eu não vou parar com a minha revolta.
EU: Monstro, você sabe que não vai ser fácil me livrar dessas coisas, não sabe?
MONSTRO: Sei sim.
EU: E você também sabe que eu estou tentando, não sabe?
MONSTRO: Sei sim.
EU: Então saiba que não é hoje que eu vou parar te enviar essas cosias das quais você não gosta.
MONSTRO: Então saiba que eu vou continuar me remexendo e gritando até você se resolver.
EU: Estamos ferrados, então. Espero que o monstro que vive no meu cérebro tenha escutado a nossa conversa e se manifeste em algum momento.
MONSTRO: Não, não posso.
EU: E porque não?
MONSTRO: Porque eu estou com fome!
EU: Mas eu comi hoje, até café da manhã eu tomei! Almocei e jantei...
MONSTRO: Você sabe que eu não tô falando disso. To com fome das boas coisas.
EU: Ah.. sei. Olha só...
MONSTRO: Olha só nada! Lá vem você com suas desculpas! Você me enche de sentimentos tranquilos por mais de dois anos. Eu vivi bem, me alimentei só de coisa positiva por tanto tempo e agora você vem com isso! Isso tá me deixando enjoado e irritado.
EU: Cara, o lance é o seguinte: você, que vive aí no meu estômago ou perto do meu coração... sei lá exatamente onde. Você deveria conversar um pouquinho com o monstro que vive no meu cérebro...
MONSTRO: Nem dá ideia errada. Aquele cara não sabe de nada. Ele fica arrumando explicação pra tudo, justifica tudo e se acha todo sabido. Ele não sabe o que é coisa boa! Ele não sabe o que é tranquilidade e felicidade. Ele fica só calculando possibilidades com aquelas linhas do tempo que ele inventa.
EU: Calma aí monstro. Respeite o seu companheiro, vocês moram no mesmo corpo.
MONSTRO: Respeito nada, ele não me respeita. Você acha que eu não sei que é ele que te mostra as imagens mentais que te desagradam? Você acha que a culpa é minha, mas na verdade eu só aproveito as coisas boas. Quando não tem coisa boa nova, eu fico quieto na minha, ruminando as coisas boas antigas... Mas você e o cara que vive no seu cérebro! Vocês dois ficam me mandando essas expectativas ruins, essas imagens mentais piores ainda e todo esse... ressentimento! Que nojo! Vocês não podem achar que eu vou engolir isso calado.
EU: Mas Monstro, você tem que entender que eu preciso desses sentimentos de agora para poder te alimentar com coisinhas melhores no futuro.
MONSTRO: Eu entendo bem, mas realmente não tá dando pra digerir as coisas que vocês tem me mandado. Elas me fazem querer sair gritando por aí e já que você não colabora...
EU: E o que você espera? Que eu saí dando o seu grito por aí? Que eu vomite todas essas coisas sem pensar? Que eu me exponha a esse nível? Você sabe que eu não vou deixar você fazer isso comigo.
MONSTRO: Eu sei e é por isso que eu fico gritando e fazendo você se sentir como alguém que acabou de levar um soco na barriga. Enquanto você me alimentar com essas coisas ruins, eu vou gritar e espernear e te incomodar.
EU: Sem chances de dar um pausa na hora do trabalho?
MONSTRO: Nesse ponto eu te digo que eu tento não te incomodar, mas às vezes não rola... você sabe também que eu prefiro me remexer quando você vai dormir, porque aí você fica toda revoltada e eu fico rindo de você.
EU: Você é realmente mau.
MONSTRO: Sou nada. Você que me criou, você que me despertou. Por muito tempo você me guardou aqui invisível e eu me comportei super bem. Mas aí vem você e os seus dramas, seus sonhos, suas vontades e me acorda! Pra depois me jogar todas as porcarias que restaram dessa bagunça (que você mesma causou com o cara que mora no cérebro) e achar que eu vou ficar de boa? Não vou não. Vou me rebelar! Enquanto vocês não pararem com as...
EU: Com as imagens mentais, eu já sei.
MONSTRO: Enquanto vocês não pararem de tentar me obrigar a digerir essas coisas, eu não vou parar com a minha revolta.
EU: Monstro, você sabe que não vai ser fácil me livrar dessas coisas, não sabe?
MONSTRO: Sei sim.
EU: E você também sabe que eu estou tentando, não sabe?
MONSTRO: Sei sim.
EU: Então saiba que não é hoje que eu vou parar te enviar essas cosias das quais você não gosta.
MONSTRO: Então saiba que eu vou continuar me remexendo e gritando até você se resolver.
EU: Estamos ferrados, então. Espero que o monstro que vive no meu cérebro tenha escutado a nossa conversa e se manifeste em algum momento.
domingo, 9 de março de 2014
Sobre palavras e leveza
Algumas palavras ficam entaladas na garganta, como se não quisessem sair de dentro de nós. Acho que elas sabem o poder que tem de destruir e construir, por isso, elas se seguram e não se soltam facilmente.
Mas aí vem a questão que me incomoda: quem foi que possibilitou que as palavras se tornassem tão poderosas? Fomos nós, as pessoas.
O tempo todo nós descarregamos sentimentos em palavras, os bons e os ruins, o que faz com que, na minha opinião, elas fiquem pesadas. E a gente saí por aí, carregando tantas palavras não ditas, com medo do peso e da força que elas tem.
Acredito que precisamos tomar cuidado com as palavras, principalmente com as que tem um potencial muito grande de machucar e destruir.
Mas acredito, também, que devíamos ter um pouco menos de cuidado com as palavras que existem pra construir, pra agradar e pra demonstrar boas coisas. Essas se tornaram pesadas também e eu não consigo enxergar o porquê disso agora.
O meu incomodo de hoje começou quando percebi que as palavras boas ficam entaladas e as ruins saem com mais facilidade. Queria poder excluir todas as palavras ruins e pesadas de dentro de mim.
Queria que as palavras boas saíssem com mais leveza e que nunca mais se escondessem com medo do mal que podem causar por conta do peso que vem sendo depositado sobre elas no mundo.
Queria dizer pra todas as pessoas queridas o quanto eu gosto delas sem que isso parecesse estranho ou coisa de bêbado.
Queria não, quero.
Vou exercitar a leveza das minhas boas palavras na convivência com os outros.
Porque a "vibe" de hoje é encarar a vida com mais leveza.
E é preciso começar logo.
quarta-feira, 5 de março de 2014
O despertar de um dia cinza.
Hoje eu acordei cinco horas da manhã, com uma sensação horrível no meu estômago.
Era o excesso de álcool dessa vez. Que bom.
Tentei voltar a dormir, encarando as paredes e meus pensamentos, até que essa luz cinza começou a aparecer.
Primeiro numa fresta, por baixo da cortina e eu fiquei confusa. Eu não sabia por quanto tempo eu já estava acordada e achei que algum aparelho da casa tivesse ligado sozinho.
O cinza foi tomando a casa aos poucos e eu fiquei lutando contra a força dessa cor que queria me tomar também.
Até que eu não resisti.
Levantei. Abri a cortina e encarei esse cinza todo.
E é engraçado como o cinza é frio e desconfortável.
Mas é fato que, às vezes, precisamos encarar o cinza.
Encarei essa que, pra mim, é uma não-cor.
Deixei que por alguns minutos ela me tomasse e me descolorisse.
E aos poucos ela foi sugando o meu vermelho, o meu azul, o meu amarelo, meu verde, meu rosa e todas as outras cores que haviam dentro de mim.
Deixei o cinza me esvaziar, deixei o cinza tomar conta.
Enquanto a cidade e as pessoas revivem as cores do carnaval que termina.
Eu mergulho no cinza.
Parecia impossível voltar a dormir dentro dessa não-cor. Então eu apelei, liguei a velha tv de tubo da minha casa e me concentrei nas cores do jornal que dá bom dia. E fui apagando, na esperança de acordar e encontrar o dia um pouco mais colorido, quando o dia chegasse na metade.
E tornei a encontrar o dia cinza.
E hoje é quarta-feira de cinzas.
domingo, 2 de março de 2014
Inconsciente monstro
Hoje eu tenho certeza que meu inconsciente é um monstro bem grande e feio que mora no meu estômago.
E que ele ta mastigando minhas entranhas.
E que eu preciso destruí-lo.
E que ele ta mastigando minhas entranhas.
E que eu preciso destruí-lo.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Racional X irracional
Meu eu interior se divide em dois "lados": meu lado racional e o meu lado irracional. Eu gosto muito do meu lado racional e, embora ele me transforme em uma pessoa que se emociona pouco, optar por esse "lado" faz com que eu me sinta mais segura. O "lado" irracional é uma coisa que eu tento ignorar constantemente e boto o "racional" pra brigar com ele, porque, convenhamos, esse lado sabe de todos os prós e contras da minha vida. O "lado" irracional é um babaca, porque ele ataca todo o meu corpo por não conseguir argumentar com a outra parte da briga. E ele é realmente chato e gosta muito de música! Quando determinadas músicas tocam, fudeu. Ele saí e fica dançando dentro de mim. Mas eu não gosto dele mesmo não, porque ele me faz sentir coisas que eu sei que não posso, não devo e não quero sentir. E já mencionei que ele transforma essas coisas em reações físicas? Já mencionei, é terrível. Principalmente quando ele começa a dançar dentro do meu estômago e parece que tem alguém me dando socos constantes.
Nesse momento, os dois estão tendo a maior briga de todas. E não é legal ter consciência de que as metades do meu eu interior estão brigando.
Se eu conseguisse seguir meu lado racional eu estaria tranquila. Não estaria pulando de alegria, fato, estaria num clima mais "nem aí". Mas o lado irracional tem ficado mais forte ultimamente e tomando as rédeas da situação, o que me dá um medo danado. Eu tento combatê-lo com infinitos argumentos e permanece dançando no meu estômago.
A verdade sobre toda essa ladainha que eu estou escrevendo é que eu realmente gostaria muito de optar por essas reações "físicas" que eu estou tendo. Mas não dá! Não estou tendo escolha e essa insanidade toda está me dominando e isso me dá uma raiva. Eu entendo, eu compreendo toda a situação, eu visualizo tranquilamente a solução, eu sei que lugar eu estou e em que lugar eu devo ficar. Mas o diabo do lado irracional quer me fazer rasgar isso tudo, sair correndo e gritando, louca perdida por aí.
Espero sobreviver a essa guerra interna, espero sair com o mínimo de dores e cicatrizes possíveis.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Se a minha vida fosse um filme...
Se a minha vida fosse um filme... ela não seria um filme. Fato, esse filme nem existiria. Eu não sou do tipo que protagoniza nada, que se destaca por nada. Eu sou do tipo coadjuvante, ou figurante, em alguns casos.
Talvez eu fosse a melhor amiga de alguém no filme dessa pessoa, mas a minha história não daria um filme.
Digo isso porque, olhando pra traz, percebo o quanto eu abri mão de viver as minhas vontades em prol de outros. E sim, esse processo se dá de forma inconsciente por mim e eu arrumo um milhão de justificativas afirmando pra mim mesmo que é para o meu bem. Mas, acreditem, em alguns momentos eu consigo enxergar que não é.
Eu digo sempre que sou o tipo de pessoa que gosta de ajudar os amigos, e sou mesmo. Quantas vezes saí da cama de madrugada pra conversar com alguém que estava mal? Por quantas horas ouvi relatos desnecessariamente detalhados de acontecimentos alheios, só para ajudar alguém a encontrar uma solução? Quanta vezes alguém quis a mesma coisa que eu e eu abri mão, mesmo me sentindo mal, para que o outro pudesse ter o que desejava? Acreditem, foi mais do que eu gostaria.
Um amigo meu hoje me lembrou de uma expressão que outro amigo meu usava pra me descrever a tempos atrás: eu sou uma engrenagem. Eu ajudo a funcionar, eu ligo setores e fatores, eu dou o impulso. Quando vejo que já não sou mais utilizável, eu mesma me "descarto" da máquina que é a vida das pessoas com as quais eu me importo.
Ninguém faria um filme sobre uma engrenagem que ajuda uma supermáquina a funcionar. As engrenagens até aparecem nos filmes, mas são detalhes e não destaques.
O que eu acho mais triste é chegar a essa conclusão. Uma coisa é alguém perceber que eu sou coadjuvante na minha própria vida. Outra sou eu conseguir afirmar isso.
E aí vem o pior: não saber como mudar isso. Eu realmente não sei, é o meu "modus operandi" há tanto tempo que não sei como deixar de agir dessa forma.
E também tem o fato de que eu me coloquei em situações como coadjuvante que vão ser difíceis de largar.
Eu só digo que eu queria largar, que eu queria estrelar, pelos menos por um tempo, os meus acontecimentos. Melhor, eu digo que vou tentar, mas não posso prometer, nem pra mim mesma, que vou obter algum sucesso nessa jornada.
Talvez eu fosse a melhor amiga de alguém no filme dessa pessoa, mas a minha história não daria um filme.
Digo isso porque, olhando pra traz, percebo o quanto eu abri mão de viver as minhas vontades em prol de outros. E sim, esse processo se dá de forma inconsciente por mim e eu arrumo um milhão de justificativas afirmando pra mim mesmo que é para o meu bem. Mas, acreditem, em alguns momentos eu consigo enxergar que não é.
Eu digo sempre que sou o tipo de pessoa que gosta de ajudar os amigos, e sou mesmo. Quantas vezes saí da cama de madrugada pra conversar com alguém que estava mal? Por quantas horas ouvi relatos desnecessariamente detalhados de acontecimentos alheios, só para ajudar alguém a encontrar uma solução? Quanta vezes alguém quis a mesma coisa que eu e eu abri mão, mesmo me sentindo mal, para que o outro pudesse ter o que desejava? Acreditem, foi mais do que eu gostaria.
Um amigo meu hoje me lembrou de uma expressão que outro amigo meu usava pra me descrever a tempos atrás: eu sou uma engrenagem. Eu ajudo a funcionar, eu ligo setores e fatores, eu dou o impulso. Quando vejo que já não sou mais utilizável, eu mesma me "descarto" da máquina que é a vida das pessoas com as quais eu me importo.
Ninguém faria um filme sobre uma engrenagem que ajuda uma supermáquina a funcionar. As engrenagens até aparecem nos filmes, mas são detalhes e não destaques.
O que eu acho mais triste é chegar a essa conclusão. Uma coisa é alguém perceber que eu sou coadjuvante na minha própria vida. Outra sou eu conseguir afirmar isso.
E aí vem o pior: não saber como mudar isso. Eu realmente não sei, é o meu "modus operandi" há tanto tempo que não sei como deixar de agir dessa forma.
E também tem o fato de que eu me coloquei em situações como coadjuvante que vão ser difíceis de largar.
Eu só digo que eu queria largar, que eu queria estrelar, pelos menos por um tempo, os meus acontecimentos. Melhor, eu digo que vou tentar, mas não posso prometer, nem pra mim mesma, que vou obter algum sucesso nessa jornada.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Deixei meu tédio escrever
Pela primeira vez na minha vida estou sentindo uma coisa que eu não consigo definir direito.
É quase uma dor, mas não dói de fato.
É quase uma angústia, mas não incomoda tanto assim.
É quase uma raiva... é, chega bem perto de ser uma raiva bem grande. Mas só chega perto de ser isso em alguns momentos específicos, na maior parte do tempo é um leve incômodo só, tipo uma coceira de picada de mosquito.
É quase alguma coisa. Mas confesso que, pensando agora, fico feliz com esse quase alguma coisa, porque em algum momento foi dor, foi angústia e foi raiva, tudo junto, batido no liquidificador que é meu cérebro.
Se é quase, é quase nada também, o que é uma evolução, eu acho.
É, de fato, acho que consigo lidar com meus sentimentos/pensamentos de forma até bem saudável. Se é que existe uma forma saudável de lidar com esse tipo de coisa. Deve existir, deve sim. Eu poderia ser uma doida varrida, que saí gritando por aí, que saí enchendo a cara pelos motivos errados (gosto de encher a cara pelos motivos certos), que sai fazendo merda e tudo mais.
Acho que não sou uma doida varrida e antes eu achava que eu era. Mas nem devo ser, conheço gente pior que eu nesse sentido, é sério.
O grande problema são essas tantas mudanças ao meu redor, é difícil administrar tantas sensações diferentes ao mesmo tempo, mas to vendo que dá pra fazer.
Acho que tenho que me apegar ao "vai passar", porque é fato que vai. Tudo até agora passou, tudo até alguns segundos atrás já passou.
O foda é que tudo que passa deixa algum rastro na vida. Mas o bom é que são os rastros das coisas que passam é que constroem o que a gente é agora, nesse exato segundo. E puts! Foram tantos rastros até agora, tantas coisas feitas que me trouxeram até aqui. Só é estranho pensar nas coisas não feitas. Às vezes eu penso nelas. Como as coisas que eu deixei de fazer interferem no que eu faço hoje? Me acho doida de novo quando penso nessas coisas. Na verdade, nem me acho doida por pensar nisso, porque em algum ponto e de alguma forma, quase todo mundo faz esse tipo de questionamento. Me acho doida por gastar tanto tempo pensando nessas coisas. Esse tempo todo que eu gasto parece me fazer algum mal, porque traz de volta o sentimento do quase: quase dor, quase angústia e quase raiva.
E é isso aí que é.
É isso aí que acontece quando se está tão entediada a ponto de começar a escrever sem um objetivo.
E eu escrevi isso tudo ouvindo Engenheiros do Hawaii. Vai que tem algum significado nisso tudo que eu ainda não entendi.
É quase uma dor, mas não dói de fato.
É quase uma angústia, mas não incomoda tanto assim.
É quase uma raiva... é, chega bem perto de ser uma raiva bem grande. Mas só chega perto de ser isso em alguns momentos específicos, na maior parte do tempo é um leve incômodo só, tipo uma coceira de picada de mosquito.
É quase alguma coisa. Mas confesso que, pensando agora, fico feliz com esse quase alguma coisa, porque em algum momento foi dor, foi angústia e foi raiva, tudo junto, batido no liquidificador que é meu cérebro.
Se é quase, é quase nada também, o que é uma evolução, eu acho.
É, de fato, acho que consigo lidar com meus sentimentos/pensamentos de forma até bem saudável. Se é que existe uma forma saudável de lidar com esse tipo de coisa. Deve existir, deve sim. Eu poderia ser uma doida varrida, que saí gritando por aí, que saí enchendo a cara pelos motivos errados (gosto de encher a cara pelos motivos certos), que sai fazendo merda e tudo mais.
Acho que não sou uma doida varrida e antes eu achava que eu era. Mas nem devo ser, conheço gente pior que eu nesse sentido, é sério.
O grande problema são essas tantas mudanças ao meu redor, é difícil administrar tantas sensações diferentes ao mesmo tempo, mas to vendo que dá pra fazer.
Acho que tenho que me apegar ao "vai passar", porque é fato que vai. Tudo até agora passou, tudo até alguns segundos atrás já passou.
O foda é que tudo que passa deixa algum rastro na vida. Mas o bom é que são os rastros das coisas que passam é que constroem o que a gente é agora, nesse exato segundo. E puts! Foram tantos rastros até agora, tantas coisas feitas que me trouxeram até aqui. Só é estranho pensar nas coisas não feitas. Às vezes eu penso nelas. Como as coisas que eu deixei de fazer interferem no que eu faço hoje? Me acho doida de novo quando penso nessas coisas. Na verdade, nem me acho doida por pensar nisso, porque em algum ponto e de alguma forma, quase todo mundo faz esse tipo de questionamento. Me acho doida por gastar tanto tempo pensando nessas coisas. Esse tempo todo que eu gasto parece me fazer algum mal, porque traz de volta o sentimento do quase: quase dor, quase angústia e quase raiva.
E é isso aí que é.
É isso aí que acontece quando se está tão entediada a ponto de começar a escrever sem um objetivo.
E eu escrevi isso tudo ouvindo Engenheiros do Hawaii. Vai que tem algum significado nisso tudo que eu ainda não entendi.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Transição
- Uma coisa importante sobre mim: eu sou uma pessoa muito preocupada, que gosta de se preparar para o pior, já que o melhor sempre é lucro. Sendo assim, na maior parte do tempo, eu desdobro as situações que vivo e que observo em linhas do tempo, onde cada novo acontecimento reflete de alguma forma no final dessas linhas. Às vezes um acontecimento dá origem a novas linhas do tempo e eu tenho dificuldade em organizar todas essas informações na minha cabeça. E se eu não coloco meus pensamentos em palavras (seja conversando, seja escrevendo) eu começo a surtar e a viver dentro da minha cabeça.
***
Na virada do ano, eu fiz um desejo pra 2014: um emprego. Mas não era qualquer emprego, era o emprego na Vivendo e Aprendendo, a escola na qual, apesar de todos os problemas e confusões, eu acredito. Eu sei que eu podia esperar pra conseguir esse emprego lá no futuro, já formada e tranquila, mas eu queria ele agora, fato que também tem relação com esse período de transição crítico na minha vida: assumir a vida adulta de vez. Eu tinha opções, podia viver de bolsa, com ajuda da minha família e passar mais uns 2 anos só na vida de estudante. Só que o grande problema é que, uma vez que você experimenta a independência financeira, é quase doloroso voltar a depender de alguém.
E aí vem a parte interessante: eu consegui! Tenho um emprego, uma turma, uma parceria e um zilhão de responsabilidades novas. E estou achando tudo muito assustador.
Amanhã começam as aulas e eu não poderia estar mais empolgada para ver as crianças e começar a trabalhar na sala, mas esse frio na barriga fica me incomodando, me deixando ansiosa com tudo.
E tem o fato de que toda essa mudança que aconteceu nas últimas duas semanas se entrelaça terrivelmente com a minha vida pessoal o que me deixa levemente desesperada. Além de mudar todos os meus horários, assumir as responsabilidades, falar e agir com cuidado dobrado, eu tenho a sensação de que estou fazendo uma escolha que eu nunca quis fazer na vida: Profissional ou Pessoal. Só há uma opção, um será abandonado nesse processo.
Eu já escolhi, pelo menos nesse ano, optar pela vida Profissional. Só que o grande problema é o fantasma da Pessoal, que fica ali, como um vulto, só esperando pra me lembrar a cada minuto de que eu a deixei de lado.
E esse é o grande motivo pelo qual eu voltei a escrever e quero escrever, no mínimo, semanalmente. Preciso destruir esses vultos da minha vida pessoal, preciso organizar meus pensamentos pra poder conseguir passar por essa transição sem ficar louca ou depressiva.
Deixarei quem tiver interesse ler esse blog, vai que eu consigo uns conselhos. Vai que eu dou alguns conselhos.
Por hora, é só isso.
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