- Uma coisa importante sobre mim: eu sou uma pessoa muito preocupada, que gosta de se preparar para o pior, já que o melhor sempre é lucro. Sendo assim, na maior parte do tempo, eu desdobro as situações que vivo e que observo em linhas do tempo, onde cada novo acontecimento reflete de alguma forma no final dessas linhas. Às vezes um acontecimento dá origem a novas linhas do tempo e eu tenho dificuldade em organizar todas essas informações na minha cabeça. E se eu não coloco meus pensamentos em palavras (seja conversando, seja escrevendo) eu começo a surtar e a viver dentro da minha cabeça.
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Na virada do ano, eu fiz um desejo pra 2014: um emprego. Mas não era qualquer emprego, era o emprego na Vivendo e Aprendendo, a escola na qual, apesar de todos os problemas e confusões, eu acredito. Eu sei que eu podia esperar pra conseguir esse emprego lá no futuro, já formada e tranquila, mas eu queria ele agora, fato que também tem relação com esse período de transição crítico na minha vida: assumir a vida adulta de vez. Eu tinha opções, podia viver de bolsa, com ajuda da minha família e passar mais uns 2 anos só na vida de estudante. Só que o grande problema é que, uma vez que você experimenta a independência financeira, é quase doloroso voltar a depender de alguém.
E aí vem a parte interessante: eu consegui! Tenho um emprego, uma turma, uma parceria e um zilhão de responsabilidades novas. E estou achando tudo muito assustador.
Amanhã começam as aulas e eu não poderia estar mais empolgada para ver as crianças e começar a trabalhar na sala, mas esse frio na barriga fica me incomodando, me deixando ansiosa com tudo.
E tem o fato de que toda essa mudança que aconteceu nas últimas duas semanas se entrelaça terrivelmente com a minha vida pessoal o que me deixa levemente desesperada. Além de mudar todos os meus horários, assumir as responsabilidades, falar e agir com cuidado dobrado, eu tenho a sensação de que estou fazendo uma escolha que eu nunca quis fazer na vida: Profissional ou Pessoal. Só há uma opção, um será abandonado nesse processo.
Eu já escolhi, pelo menos nesse ano, optar pela vida Profissional. Só que o grande problema é o fantasma da Pessoal, que fica ali, como um vulto, só esperando pra me lembrar a cada minuto de que eu a deixei de lado.
E esse é o grande motivo pelo qual eu voltei a escrever e quero escrever, no mínimo, semanalmente. Preciso destruir esses vultos da minha vida pessoal, preciso organizar meus pensamentos pra poder conseguir passar por essa transição sem ficar louca ou depressiva.
Deixarei quem tiver interesse ler esse blog, vai que eu consigo uns conselhos. Vai que eu dou alguns conselhos.
Por hora, é só isso.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOlá garota! Quanda agonia, hein? Kep calm and respire!
ResponderExcluirApenas respire, viva o que se pode viver, abnegar sua vida pessoal para viver a profissional não vai ajudar. Sério! Desculpe a afirmativa tão certeira, mas falo de quem já viveu bem isso por aí! rsrsr.
Não tenho receita, mas ainda assim vou ser arrogante e deixar aqui umas dicas:
Divirta-se! Não leve a vida tão a sério, de qualquer forma não saíra viva dela mesmo.Isso não quer dizer que tudo bem ser irresponsável e pouco comprometida. às pessoas tendem a confundir leveza e diversão com um grande foda-se.
Seja presente, (isso é comprometimento) tanto na escrita (como já se apresentou), quanto nos espaços profissionais e pessoais. Inteireza vai te ajudar! Respire, viva como for possível e o que for possível, com inteireza. Não se cobre o que não é possível fazer, conte com quem está perto, perto mesmo! Não confie em quem não confia em ninguém, esse tipo de gente te leva pro buraco.