A gente escolhe.
Não nascer, isso a gente não escolhe.
Depois que a gente cresce é que a gente começa com essa coisa de escolha.
E quanto mais a gente cresce, mais complicado vai ficando.
Porque a gente vai começando a entender esse processo. E entender esse processo torna ele bem mais difícil.
Mas quanto mais o tempo passa, mas somos obrigados a escolher.
Eu precisei escolher muitas coisas no pouco tempo que se passou desse ano.
Uma delas era totalmente assustadora, imprevisível, mas optei por segui-la e o resultado foi melhor do que o esperado.
A outra era mais complexa e envolvia muita coisa e eu escolhi não me deixar levar pelo meu medo do futuro.
Eu arrisquei.
E o resultado não foi tão legal.
A gente é obrigado a escolher e aguentar as consequências das nossas opções.
Que podem ser bem dolorosas.
Mas a realidade é que a gente nunca para de escolher nessa história toda.
E tomar consciência sobre o processo de escolha pode ser bem esclarecedor.
E a gente pode escolher o caminho mais doloroso e se afogar em sofrimento.
Ou a gente pode escolher esse mesmo caminho e lutar contra a dor.
Porque, tenho sentido que, em algum ponto, eu escolho sentir essa dor.
Porque eu permiti que algo me atingisse no estômago com a força de um soco.
Mas agora eu escolhi que não quero mais isso.
E talvez essa última escolha consiga tirar o peso das coisas.
E talvez eu consiga seguir pelo caminho que me parecia mais doloroso.
Mas que só vai ser assim se eu permitir.
E acho que é essa a conclusão: eu não vou mais permitir que as coisas consigam me atingir.
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