quarta-feira, 2 de abril de 2014

Doses de Decisão

Algumas decisões são difíceis de tomar, então a gente tem que virar, como se fosse uma de tequila, pra ver se desce logo. 
Eu tomei uma decisão bem difícil, que desceu queimando. 
E eu precisei tomar, porque do jeito que tava, não dava.
E há muita coisa a perder. 
Foi minha consciência que me usou os melhores argumentos para virar essa dose decisória de uma vez. Ela me disse que eu estava no limite e precisava decidir logo o que eu ia fazer. 
Decisões sempre vem acompanhadas com consequências e eu sabia que não ia ser tranquilo. 
Mas sem a decisão, não tava tranquilo também. Era melhor virar logo. 
Aí começou o processo de segurar a decisão no estômago, porque eu não lido muito bem com essas bebidas de doses, principalmente as fortes. 
"Você é melhor que isso! Você consegue!"
"Você sabe que é melhor assim! Você vai ficar meio enjoada agora, mas depois vai ser legal."
"Você precisa acreditar que é melhor assim, porque no fundo você sabe que é, mesmo que tenha gente tentando te convencer do contrário"
Minha consciência me aconselhou muito e até que a primeira dose de decisão desceu bem e ficou. 
Mas, assim como em uma noite de bebedeira, um decisão difícil só vai fazer efeito de verdade se a gente tomar várias doses. 
E eu tomei algumas. 
Quase todos os pela manhã eu precisei tomar uma dose de decisão pra conseguir levantar, estudar e trabalhar. 
Mas sempre tem aquele "amigo" que acha que tomar esse tanto de decisão vai te fazer mal e fica tentando te convencer a parar. Esse tipo de "amigo" usa um bando de argumentos e joguinhos psicológicos e é aí que fica difícil manter a firmeza. 
Mas por mais esteja complicado e que, vez ou outra, eu sinta vontade de enfiar o dedo na garganta, vomitar essas decisões todas e tentar recriar o contexto agradável que existia antes, eu me mantenho firme. 
Pois as decisões que as pessoas tomam vem acompanhadas de consequências. 
E pouco interessa se houve ou não a intenção de ferir, as consequências vem e transformam o que era antes no que é agora. 
Não fui eu que tomei a decisão que matou o que era antes. 
Mas eu vou continuar tomando a decisão do que eu quero que seja agora. 
Porque o antes estava ruim pro meu lado.
E o agora está melhor. 

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