quarta-feira, 27 de maio de 2015

Sobre silêncio: não gosto

Essa é a afirmação principal da reflexão maluca que eu pretendo fazer aqui hoje: não gosto de silêncio.
Agora, os motivos por trás desse não gostar é o que eu quero desvendar.
Estava eu aqui em casa, deitada no sofá, jogando joguinho no celular com o volume alto, com a tv ligada e o computador tocando umas musiquinhas e eu estava me sentindo muito confortável. Foi aí que pensei "mas que maluquice! esse barulho todo e você se sentindo tranquila aí". Acontece que no meio dessa barulheira eu esvazio um pouco a minha cabeça. Não sei exatamente se esvaziar é a palavra correta. Acho que está mais para: no meio dessa barulheira toda, tenho mini pensamentos sobre tudo e sobre nada e não me aprofundo em nenhum deles.
Gosto disso pois quando eu me encontro num silêncio total, os pensamentos começam a se aprofundar e a me incomodar. E geralmente não são pensamentos muito positivos, fato que me deixa meio chateada com a vida.
O silêncio parece comentar meus pensamentos como alguém que quer estimular uma sensação de solidão. Às vezes eu encaro essas conversas com o silêncio, às vezes eu dispenso.
Quando eu ligo muitos aparelhos eletrônicos não dá pra ter esses pensamentos e diálogos solitários com o silêncio. Aí eu consigo descansar minha cabeça um pouquinho.
Acho importante dizer que eu gosto muito de pensamentos profundos, mas de preferência em pequenas doses, pois assim eles não me deprimem tanto.
E também gosto mais de pensamentos profundos debatidos com outros, os solitários é que geram chateação.  Consigo conversar sobre as questões complexas da vida, do universo e tudo mais com alguém por horas sem me sentir nem um pouquinho triste.
A questão final é: cada um cuida da sua saúde mental/emocional do jeito que acha melhor. Eu gosto de pensar pensamentos profundos, mas em alguns momentos PRECISO não pensar em nada.
Ou, no mínimo, pensar fragmentos de pensamentos que passam velozes enquanto uma música toca e um jogo de futebol é narrado muito longe daqui.

E esse foi mais um exercício de exteriorização de maluquice.

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